Texto de PBR
Texto de PBR
Texto de Mr. Plod
Para continuar a estória da Sof acedam ao primeiro post e deixem a vossa versão!
Texto de Mr. Plod
Walter, o gigante de 1,90m e largas dezenas de quilos agarra-se à cabeça depois do impacto violento que o deixa temporariamente cego de dor. Estonteado, começa a sangrar abundantemente do nariz e grunhe entre dentes:
"Ahhhh! Porque fizeste isso ao Walter, querida? Aleijaste o Walter! Está a ver tudo à roda, o Walter..."
Tinha o hábito irritante de falar na terceira pessoa, tal como o Jardel.
Texto de Sof
A única coisa que lhe ocorre no momento é típica nos filmes mas ela é inspirada principalmente pelo filme que que via vezes sem conta na sua infância, o "Natural born killers".
Cuspio-lhe os olhos e logo de imediato quase seguindo aquela gosma tóxica com a testa mandou-lhe uma enorme cabeçada bem em cheio no nariz.
Texto de Sof
Sof tenta mexer-se na cadeira num movimento brusco quando se detém encarando o dono da mão asquerosa e do murmúrio de conteúdo violento. Conhece-o bem. Walter sorri por vê-la desperta e agora sim pergunta-lhe com uma voz clara:
- Que raio fizeste ao corpo do cabrão do Andrea, puta?
texto de sof
A voz ao seu lado continuava a falar entre pausas. Parecia-lhe que dizia sempre a mesma coisa ou pelo menos a sonoridade era a mesma.
Já ia na quarta repetição quando Sof consegue distinguir um nome. À quinta vez, ela percebe o tom interrogativo do murmúrio e agora sim, ouvi-o nitidamente. O nome é "Andrea".
(cada espaço corresponde a um quadradinho)
Lembro-me aqui de mim... Do eu que já fui.
Agora perco-me pelo mundo, pela escuridão onde vagueio...
Busco a vida sózinha, sem mim, sem ninguém.
E presenças estranhas são a minha companhia!
Tormentos violentos os meus! Fiquei sem nada!
Roubei a minha alma com a sede de viver. E agora...
Morro aqui sem mim, sem o meu amor...
Consciência perdida, consciência encontrada.
Vejo-me por instantes com o meu outro lado!
Encontro-me! Um amor frágil há muito perdido...
Viajo segundos e vejo no escuro.
Sorriu e sonho. É dia!
Estranha felicidade faz-me seguir.
Não o vejo. Não vejo o mundo triste e frio que construí.
Espero não me ter iludido, espero não morrer agora, de novo...
E que dor nesta vertigem inevitável ! Aí vou eu ...
Sem mim.
Sem força para ser eu, sem força para viver.
Quero fechar os olhos e esquecer
a angústia que inventei dentro de mim!
Só para lembrar que para continuar a estória da Sof é neste primeiro post e que, até a Eve os desenhos já estão a ser executados. A partir daí podem ser propostas alterações ao que já está escrito ou então podem simplesmente continuar tendo muita atenção ao que já está desenvolvido e não se esqueçam também da informação que possa estar contida ou omissa apenas nos desenhos (independemente do texto, portanto) para isso usar o tag da Sof e a sanita giratória do Contra onde está tudo o que é relacionado com a dita estória.
Há ainda mais duas alternativas que são mais fáceis de aceder a saber, a Estória de Alguém que, devido a não estar ainda desenvolvida, pode tomar os caminhos mais bizarros que se possa imaginar , por último há a Angústia que é uma pequena estória já desenvolvida em desenhos, sendo a especulação limitada à narrativa, ou não, depende do que surga por aí!
Marie. Era assim que ela se apresentava e assim gostava de ser chamada antes de ter perdido a audição.
Marie fazia o seu passeio nocturno habitual. Era secretária numa oficina de automóveis e para além das suas funções se restringirem à movimentação do tronco, braços, mãos, telefone, computador de dados, papéis, ect. Não se sentia confortável em deambular pela oficina contaminada de grosserias.
Era o seu momento especial do dia. Punha um vestido, que durava desde os princípios da adolescência de tão estimado que era, e ia dar uma volta pelo bairro, vazio.
Houve uma noite que a marcou para sempre. Viu um assalto violento. A mulher debatiasse pelos bens guardados na sua mala, a sua vida, a sua intimidade e o homem (ladrão) que, não fosse o ar insano de agressividade e ânsia de posse, daria um bom galã para os seus sonhos dessa noite.
Foi o que aconteceu. Repentinamente, num cruzamento de olhares entre a vítima e o usurpador, deu-se um momento horrivelmente belo. Apaixonaram-se. O príncepe revelou-se. Afinal, quem nunca passou por dificuldades na vida?
Marie sonhou intensamente nessa noite. Sonhou-se no papel da vítima. Sonhou-se feliz, cega, entrando na igreja para um casamento perfeito com um homem regenerado.
Não. Ela não viu as pessoas em pânico que saiam gritando da igreja. Ela não ouviu o último gemido do padre, nem o telintar das moedas que caiam do cesto, das mãos do padre. Não ouviu o riso demoníaco do seu apreciado noivo enquanto este proporcionava ao enviado de Deus o ansiado encontro com o criador.
Não ouviu as sirenes das autoridades, Não ouviu o seu próprio choro.
Marie sonhou. Todas as noites tem este mesmo sonho. Nele, Maria Angústia, vê, como se de uma espectadora se tratasse, o episódio da sua vida que a fez perder a lucidez, para sempre.
Para participar na estória da Sof ir ao primeiro link e desenvolver a partir do que já lá está!
Para ver a estória completa até onde está ilustrada é ir ao tag de Sof e a sanita giratória do contra e ler por ordem numérica.
Mesmo que sejam registos e ideias completamente diferentes é bom que haja alguma continuidade.
(texto de Manel)
Olha à sua volta e vê que não está sozinha, há mais solitários no vazio como ela. Agora sim, lembra-se perfeitamente do que aconteceu ontem à noite. Deixou cair o seu gato persa da janela do seu terceiro andar, enquanto o mostrava a uma amiga que lhe acenava da rua.
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